segunda-feira, 5 de abril de 2010
A LENDA DE JOHNNY LINGO – Patricia McGerr
Esta é uma história famosa de um jovem chamado Johnny Lingo. Eu vou postar porque exemplifica como você pode mudar a vida de outra pessoa - PARA MELHOR - dando a ela um valor que ela ainda não reconhece que tem. Isto é algo que sempre almejo no convívio com amigos e colegas mas devo confessar que ainda tenho muito a desenvolver.
Também me leva a querer ajudar minha filha a compreender que não deve rotular seus amigos pois isto pode funcionar para prejudicar as pessoas. Quem não se lembra de um menininho de sua infância que foi rotulado de pestinha, de não ter medo de nada e por aí vai, depois se tornando um adolescente e adulto desequilibrado? Ou rotulado de burro e aceitando isto como verdade?
Pois bem, segue a história de Johnny Lingo e suas oito vacas!
Quando viajei de vapor para Kiniwata, uma ilha no Pacífico, levei um caderno de anotações. Ao voltar, trazia-o cheio de descrições da flora e da fauna, dos costumes e trajes nativos. Mas a anotação de que mais gosta é a que diz: “Johnny Lingo deu oito vacas ao pai de Sarita.” Lembro-me dela sempre que vejo uma mulher humilhando o marido ou uma esposa murchando por causa do desprezo do seu cônjuge. Sinto vontade de dizer-lhes: “Vocês deviam saber por que Johnny Lingo pagou oito vacas pela esposa’
Johnny Lingo não era seu nome verdadeiro. Mas assim o chamava Shenkin, o gerente da casa de hóspedes em Kiniwata. Shenkin vinha de Chicago e tinha o hábito de americanizar os nomes dos ilhéus. Mas muita gente chamava johnny desse jeito. Se eu quisesse passar alguns dias na ilha vizinha, Nurabandi, Johnny me levaria. Se quisesse pescar, ele me mostraria o lugar ideal. Se buscava pérolas, ele conseguiria as melhores barganhas. Embora todos em Kiniwata se referissem a Johnny Lingo com grande respeito, ao mesmo tempo falavam dele com um sorriso meio zombeteiro.
— Peça a Johnny Lingo para ajudá-la a encontrar o que deseja e deixe-o pechinchar — aconselhou-me Shenkin. — Johnny sabe fazer negócios.
Um menino sentado por perto morreu de rir:
— Johnny Lingo! — repetiu.
Fiquei intrigada:
— O que é que há? Todos me mandam procurar Johnny Lingo e depois dão risada. Qual é a graça?
— Oh, as pessoas gostam de rir -- disse Shenkin, dando de ombros. — Johnny é o rapaz mais inteligente das ilhas e, para a idade, o mais rico.
Continuei sem entender:
— Mas se ele é como você disse, qual o motivo do riso?
— Só uma coisa — Shenkin respondeu. — Há cinco meses, no festival de outono, Johnny veio a Kiniwata e encontrou uma esposa. Pagou ao pai da moça oito vacas.
— Deus do céu! — não pude deixar de exclamar.
Duas ou três vacas comprariam uma esposa de bonita a média, e quatro ou cinco, uma mais do que satisfatória.
— Não é feia — admitiu Shenkin, com um sorrisinho. — Mas os mais caridosos diriam que Santa é sem graça. Sam Karoo, o pai, tinha medo de que ela ficasse encalhada.
Não pude deixar de me espantar:
— E aí recebeu oito vacas por ela? E por que você a acha sem graça?
Shenkin sorriu de novo:
— Eu disse que seria caridade chamá-la de sem graça. Era magrela. Andava com os ombros caídos e a cabeça baixa. Tinha medo da própria sombra.
Bem, acho que não há explicação para o amor — concluí.
— Os aldeões riem quando falam de Johnny — Shenkin continuou. — Sentem uma satisfação especial pelo fato de o comerciante mais esperto ter sido enrolado pelo burro do Sam Karoo. Imagine que os primos de Sam lhe disseram para começar pedindo três vacas e fincar pé em duas até ter certeza de que Johnny pagaria apenas uma. Aí Johnny procurou Sam Karoo e disse: “Pai de Santa, eu lhe ofereço oito vacas por sua filha.”
— Oito vacas — murmurei. — Eu gostaria de conhecer esse Johnny Lingo.
Eu queria peixe. Queria pérolas. Assim, na tarde seguinte, aportei com meu barco em Nurabandi. E notei, ao perguntar onde ficava a casa de Johnny, que o nome não provocava sorrisos zombeteiros nos ilhéus. Quando o rapaz esbelto e sério me recebeu com graça em sua casa, fiquei contente ao ver que sua própria gente o respeitava. Sentamos e conversamos.
Quando ele soube que eu vinha de Kiniwata, perguntou:
— Falam de mim naquela ilha?
—Dizem que o senhor me ajudará a conseguir qualquer coisa que eu queira — respondi.
Seu sorriso foi delicado:
— Minha esposa é de Kiniwata. Falam dela?
— Um pouco — tive que admitir.
A pergunta seguinte me pegou de surpresa:
— O que dizem?
— Disseram que o senhor se casou durante a festa de outono — tive que responder. Johnny continuou sorrindo. — Também dizem que o acordo de casamento foram oito vacas. Fiz uma pausa. — Eles se perguntam por quê.
— Eles perguntam isso? — Seus olhos brilharam, cheios de prazer. — Todo mundo em Kiniwata sabe a respeito das oito vacas? — Assenti com a cabeça. Ele prosseguiu: — Em Nurabandi todos também sabem. — Seu rosto encheuse de satisfação. — Daqui para a frente, sempre que falarem de acordos de casamento, lembrarão que Johnny Lingo pagou oito vacas por Santa. Ali estava a resposta, pensei — vaidade.
Então eu a vi. Ela entrou na sala e colocou flores sobre a mesa. Ficou parada um instante, sorriu para o rapaz ao meu lado e tornou a sair. Era a mulher mais bonita que eu já vira. A postura ereta, a inclinação do queixo, o brilho nos olhos, tudo demonstrava a consciência de um orgulho a que tinha direito.
Ao voltar-me para Johnny Lingo, ele me olhava.
— A senhora a admira? — ele perguntou.
— Ela... ela é gloriosa — eu disse.
— Só existe uma Santa — ele afirmou sereno. — Talvez seja diferente da descrição que lhe fizeram em Kiniwata.
— Muito diferente fui sincera. — Me disseram que ela era sem graça e que o senhor se deixou tapear por Sam Karoo.
Um sorriso deslizou por seus lábios:
— A senhora acha que oito vacas foi demais? — perguntou.
— Claro que não, mas como é que ela pode estar tão diferente? — não pude deixar de dizer.
— A senhora já pensou — ele perguntou — o que deve significar para uma mulher saber que o marido pagou o mais baixo preço para comprá-la? Quando as mulheres conversam, elas se gabam do que o marido pagou por elas. Uma diz quatro vacas, outra, talvez seis. Como se sente a mulher vendida por uma ou duas? Isso não podia acontecer com a minha Santa.
— Então, o senhor fez isso só para fazê-la feliz?
Então, ele olhou para mim, sério:
— Sim, eu queria que Santa ficasse feliz. Mas queria mais do que isso. A senhora diz que ela está diferente. É verdade. Muitas coisas são capazes de mudar uma mulher. Coisas que acontecem por dentro, coisas que acontecem por fora. Mas o que mais importa é o que ela pensa sobre si mesma. Em Kiniwata, Santa achava que não valia nada. Agora sabe que vale mais do que qualquer outra mulher das ilhas.
— Então o senhor queria... — manifestei espanto. Ele prontamente afirmou:
— Eu queria me casar com Santa. Eu a amava, e a nenhuma outra.
Comecei a compreender:
—Mas...
Ele concluiu suavemente:
— Mas eu queria uma mulher de oito vacas.
Uma das definições de liderança que sempre usei em todos esses anos:”Liderar é comunicar o valor e o potencial das pessoas com tanta clareza que as inspiro a vê-los nelas mesmas.” Todo ser humano, do berço à sepultura, reage positivamente ao respeito. Reage às pessoas que vêem o que há de bom nele e trazem à tona o seu potencial.
terça-feira, 30 de março de 2010
O que realmente importa? 1
Esta série é baseada em histórias conhecidas por muitos, por artigos que vou tirar de sites interessantes e também em outras fontes de informação como vídeos, livros, músicas e boas conversas com amigos.
A historinha de hoje é bem conhecida, mas é de uma reflexão profunda. Mes responda aí: O que realmente importa para você? A resposta deve ser com ações e não com palavras.
"Um dia, Pedro foi se queixar com a mãe:
- Por que meu pai não brinca comigo?
- Seu pai é um homem muito ocupado, o tempo dele é muito precioso – respondeu ela. A criança foi para o quarto, muito pensativa. Pegou o cofrinho e foi contar quanto havia economizado de sua mesada. Adormeceu, chorando de saudade do pai.
Mais tarde, ele acordou com a chegada do Sr. Rafael e correu para encontrá-lo:
- Papai, é verdade que o seu tempo é muito precioso?
- É verdade – disse, desviando o olhar do filho.
- Quanto custa uma hora do seu tempo? – O Sr. Rafael disse que não sabia. O pequeno Pedro insistiu para obter uma resposta até que o pai perdeu a paciência e brigou com ele. Com medo, voltou para o quarto.
Depois que esfriou a cabeça, o Sr. Rafael refletiu sobre a maneira como havia tratado o pequeno e foi até o quarto do filho. Como viu que o garoto ainda estava acordado, o pai tenta um diálogo:
- Você ainda quer saber quanto eu ganho por hora?
O menino balançou a cabeça afirmando que sim.
O pai estufou o peito e suspirou fundo. Parecia que a atmosfera do quarto trazia-lhe o ar da satisfação, de enfim dizer ao seu filho o valor do pai que ele tinha.
- Eu ganho 300 reais por hora.
O menino levou um susto, mas animou-se o suficiente para pedir:
- O senhor pode me emprestar 100 reais?
Para continuar impressionando o filho, o pai entregou-lhe o dinheiro. Curioso, perguntou:
- Posso saber pra quê?
O garoto puxou um bolo de notinhas enroladas, de debaixo do travesseiro.
- Eu já consegui juntar 200 reais, mais estes 100 que o senhor me emprestou, dá 300. Agora o senhor pode me vender uma hora do seu tempo, pra brincar comigo?"
domingo, 4 de outubro de 2009
Mais uma de ensino a distância
Os alunos podem, por exemplo, produzir um vídeo sobre coleta seletiva na sua comunidade, em sua escola e os professores dão a nota, da mesma forma que há milhares de anos analisam os trabalhos escritos.
Desta forma, a escola começa a desenvolver a criatividade e a experimentação junto com a teoria. Os alunos que têm outras competências começam a se destacar no ensino e são estimulados a se desenvolver cada vez mais.
Só pra não dizerem que eu não mencionei, os alunos vão aprender MUITO MAIS, já que a experimentação faz com que o ser humano apreenda os conceitos e desenvolva potencial crítico.
Ensino à Distância pode promover inclusão social
Uma pergunta resume esta minha reflexão para o ensino público: "Por que alunos da mais inacessível sala de aula do Brasil não pode ter aulas com os melhores professores de matemática, português, história do país?".
A utilização das facilidades de comunicação que existem hoje são baratas de mais e podem facilmente ser incluídas como ferramentas de ensino. Por exemplo:
- O melhor professor de matemática do país é convidado a gravar aulas utilizando os diversos estúdios de televisão existentes nos veículos públicos (TV Brasil, TV Senado, TV Câmara etc). Isto será gratificante para este professor, e ele ainda ficará famoso no Brasil todo. Claro que ele terá que utilizar recursos multimidia, utilização prática dos conceitos, vídeos comentados, observação de fenômenos, etc.
- Estas aulas são disponibilizadas na Internet, em DVD, em Blu Ray para serem utilizadas nas salas de aula e em casa por quem quiser. Claro que os formatos devem priorizar a transmissão por celulares, Ipods, etc devido por sua portabilidade e participação na vida do pessoal.
- Os professores mais despreparados lá do interior do Brasil apresentam estas aulas, ficam na sala de aula para garantir a disciplina, para tirar dúvidas e para coordenar debates e tarefas em grupo.
- O aluno chega em casa e, nos momentos do estudo, pode rever a aula junto com seus pais para fixar a matéria.
- Alguns alunos mais proativos assistem às aulas antes desta ser exposta em sala de aula e se prepara ainda melhor.
- Imagina a garotada assistindo suas aulas no celula!!!
domingo, 13 de setembro de 2009
O que é produzido de pesquisa nas instituições de ensino ligadas à igrejas?
Será que a maioria das produções está relacionada a uma aplicação imediata na expansãp do evangelho no mundo, ou em temas que nada agregam em apressar a volta de Jesus?
Gostaria de ver abordagens, em grandes quantidades de temas como:
- técnicas de evangelismo
- projetos de simples implantação que dão resultado
- pesquisas comportamentais que auxiliem projetos evangelísticos
- orçamento de igrejas: qual o orçamento ideal (há muitas igrejinhas que não sabem a melhor utilização)
- estudo de dados estatísticos (há quantas décadas de dados estatísticos referentes às escolas sabatinas, com aquelas perguntas "quantos relataram?""alimentos distribuídos" etc - que talvez não sejam utilizados para quase nada e gasta-se muito com suas impressões)
- enfim, coisas do tipo.